terça-feira, 22 de março de 2016

"QUANDO NÃO DÁ NA LEI..."

Disse a Luizianne Lins em seu discurso durante o “Ato pela candidatura própria do PT ao governo do Ceará”: -“Sobre essa questão da inelegibilidade... porque eles acham que a linguagem que a gente entende é essa. Mas a linguagem que a gente entende não é essa, não; não é essa da Justiça, não é essa da formalidade... Nossa linguagem é a linguagem da rua, é a linguagem do povo; porque quando não dá na lei a gente faz na marra, porque é assim, porque é assim que a gente aprendeu, porque é assim que a gente foi talhado...
                “... [nossa linguagem] não é essa da Justiça... porque quando não dá na lei a gente faz na marra...” Vejam aí os leitores como pensa quem foi talhado assim, quem aprendeu assim.  
                Ouvi isso – há o vídeo do momento do discurso correndo nas redes sociais – e fiquei a me indagar: como é esse “assim” a que se refere a ex-prefeita de Fortaleza? Ora, pensei de imediato, a resposta está na própria fala da mulher: “assim” é o mesmo que “na marra”. (Em seguida ao “a gente faz na marra”, a ovação por parte dos presentes.)
                Não me surpreendi ao assistir tal confissão do modus operandi do PT. O momento do país é o resultado da ampla divulgação do que os elementos desse partido têm feito ao longo desses quase 15 anos no controle da nação. Agora, neste exato momento, estamos a assistir várias demonstrações de como essas pessoas querem permanecer no poder – na marra e calcando a pés a “linguagem” da Justiça. Então, pergunto: há algo no discurso desta senhora que nos surpreenda?
                Por coincidência estou a me debruçar sobre “O Livro Negro do Comunismo”, de Stepháne Courtois e colaboradores. (Não há, confesso, nenhuma coincidência na escolha de minha leitura atual. Ela vem enriquecer meu conhecimento sobre aquele modus operandi a que me referi linhas atrás.) A obra é uma completa cobertura sobre os assassinatos em massa cometidos por todos os líderes comunistas ao redor do globo desde que essa mazela apareceu no ideário da humanidade. Para se ter uma ideia, enquanto o nazi-fascismo matou cerca de 25 milhões de pessoas, o comunismo matou na intenção de matar – como os nazistas fizeram com os judeus – cerca de 100 milhões de almas. Só o Lenin e o Stalin mataram o mesmo que o nazi-fascismo. Eles mataram na “legalidade”, se querem saber. Porque não sei se sabem, mas a legalidade é fruto de um conjunto de valores de uma sociedade, ou de sua classe dominante, ou daqueles que detêm suas armas. Em querendo-se fazer uma “limpeza” na sociedade, erige-se um corpo legal que a legitime ainda que tal “limpeza” não esteja de acordo com os princípios corretos e com as virtudes mais nobres do humanismo.
                Pois a linguagem que esses senhores petistas entendem é justamente a da amoralidade e do anti-humanismo que o comunismo representa e que aqui querem plantar. Com Stepháne Courtois e seus colaboradores tenho aprendido que o comunismo representa a forma mais refinada e organizada de se odiar o ser humano, tudo travestido do politicamente correto ao início para depois dar lugar às monstruosidades mais abjetas de forma descarada e despudorada, enquanto escondem seus cadáveres do resto do mundo. Ao mesmo tempo, seguem a encantar a ignorantes e cultos pelo doce linguajar da rua e do povo que eles dizem tanto conhecer. No frigir dos ovos o que se segue é corrupção, pobreza, morte, ignorância, uma casta de privilegiados a enriquecer e a forma mais torpe de escravidão – a do pensamento.
                Vejam os leitores como esta senhora Luizianne Lins foi feliz em seu discurso. Em poucas palavras e se utilizando de termos bastante abrangentes conseguiu transmitir a quem não estava presente o que se espera virá caso sua quadrilha não seja banida do poder.