terça-feira, 25 de julho de 2017

UM SONHO, VÁRIOS FRACASSOS

Outro dia ouvi alguém falar sobre fracassar e fracassados. Dizia o palestrante que há, entre um e outro, uma enorme diferença: fracassar é uma etapa; fracassado é o que desistiu. Vejam que, segundo ele, o fracassar é um momento, um estágio, uma etapa de uma caminhada no caminho de uma meta, de um objetivo, ao passo que o fracassado é aquele que, numa dessas etapas, ali ficou sem se deixar ou querer reerguer. Desistiu da meta, do objetivo, do sonho. Deixou-se estar à beira do caminho culpando a estrada, os que pretenderam encorajá-lo, o mau tempo, o vizinho, enfim, tudo e todos, exceto ele próprio.
Vamos e venhamos – não é fácil realizar sonhos. Digo isso por experiência própria. E é tão pessoal a minha experiência que até admito – eu nem sabia que tinha sonhos outros. É fácil não os ter. Basta que, como aconteceu comigo, se os busque apenas nos lugares-comuns. Quando se os buscam aí e se faz tudo o que é necessário e a anuência de todos, é certo que se os conseguirá realizar. Entretanto, o mesmo não se pode dizer dos sonhos que a manada não permite sonhar. Se ousar, será considerado mais um louco a surtar. Neste contexto, mesmo os mais empedernidos lutadores hão de sucumbir se se permitirem serem vítimas da implacável rejeição. Sim, porque a rejeição ao sonho não consentido será como a rejeição a mesmo.
Não é fácil ser rejeitado. Os sonhos comuns são, como se supõe, disseminadamente aceitos e bastante estimulados. Por isso, como é óbvio, não serem rejeitados. Quem os sonha pode fracassar quantas vezes necessário for, e o fará sem temor. A razão é a ausência completa de rejeição. Já os sonhos não permitidos, esses não. O primeiro fracasso em sua direção é razão mais que suficiente para intensificar sua rejeição, o que para muitos servirá como prova de sua completa inviabilidade. Eis aí tudo.
Dizia o palestrante que fracassar é bom, e eu me perguntava qual seria a anatomia do “bom” fracasso. (Doravante o “mau” fracasso será referido àquele resultante de sonhos não aceitos, em que o sonhador é contundentemente rejeitado ao sonhá-lo.) E a resposta já se me deslindava no pensamento: – como a manada não aceita seus rebeldes, os que ousam ousar são, para ela, detestáveis. O cérebro da manada é a vaidade e seu coração chama-se status. Para ela, o bom fracasso é muito bem aceito porquanto é ele quem referenda e avaliza as altas posições, os elevados postos, as incontestáveis autoridades, ou seja, seus órgãos vitais. São esses bons fracassados os que nutrem os órgãos vitais dessa massa, como se fossem eles o sangue que lhe traz vida e a faz pulsar em fluxos de infindável gozo. O fracasso no contexto da não realização dos sonhos aceitáveis vem a bem do fluxo para os mais aquinhoados, pretendendo manter o que se considera imutável e inexorável. Tal fracasso é “bom” porque é comemorado por todos, bem-sucedidos e fracassados, os quais procuram, nas formas mais extremas de fracasso, algum tipo de esmola pública ou privada e a anuência de seu status aeternus como compensação e reparo. Os diferentes estratos dessa manada opaca traduzem tão somente diferentes níveis de sucesso e fracasso, o que relativiza mesmo tais conceitos, como se existissem níveis de um e de outro, plenamente aceitos e considerados “normais” e até necessários e desejáveis. Tudo isso é deveras oposto ao que consideram o mau fracasso. Sim, o mau fracasso é ameaçador. (Tirei-lhe as aspas injustamente, já que de mau nada tem ele, a não ser para a manada que pretende seguir irretratável e livre de ameaças.)
Pois direi também da anatomia do “mau” fracasso. (Volto sem demora a lhe pôr as aspas.) Este tipo é ameaçador porquanto só acaba quando alcança o pleno objetivo, a realização do sonho de quem sonhou, dentro de uma ordem absolutamente estranha ao que a manada permite. Seu cérebro é a crença no incrível e seu coração é a grandeza do sonho que sonhou. Ousar é o sangue de suas veias e persistir é a musculatura que o carrega pelo caminho da rejeição e escárnio.   
Façamos um resumo a fim de que não haja dúvidas.
Há dois tipos de fracassos, segundo o entendimento ordinário. O bom fracasso, aquele aceito à larga e com o qual se simpatiza; e o mau fracasso, aquele resultante de se tentar o extraordinário. Este último, quando ocorre, alivia o temor da ordem vigente como se isso viesse a bem da confirmação de ser ela a única possível.
Ocorre que, com a evolução tecnológica e o resultado de seu uso para fins econômico-financeiros e do surgimento de novos modelos de negócios, a ordem vigente se viu irremediavelmente ameaçada, visto que muitos se permitiram fracassar incontáveis vezes antes de verem concretizado o sonho considerado impossível. A vaidade se viu aterrorizada, o status se desesperou. Seu poder de encantar, seduzir e humilhar se viu impotente e reduzido a pó. É questão, apenas, de mais um lapso de tempo antes que todos, sem exceção, percebam que a tal ordem sucumbiu de vez, como estão a sucumbir cada um de seus alicerces sem que muitos se deem conta em razão de sua cegueira.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A PUTA QUE ELE LOUCAMENTE AMAVA

                 Após tantas desfeitas, aguentou ainda mais desfeitas. Direi sem rodeios – aguentou chifres até não mais poder. O diabo é que podia, sempre podia. No início acreditava piamente. Poria a mão no fogo por ela. Hoje, depois de sabe-se lá quantos chifres, por ela põe no fogo a cabeça. Vá entender a mente humana.
                Havia, segundo ela, uma justificativa, uma desculpa. Não seria propriamente uma desculpa esfarrapada, dessas que se dão de última hora apenas para tirar o corpo fora. Não era, não parecia ser. Confesso com toda pureza d'alma – era uma senhora justificativa para os chifres, para mais chifres, e para quanto mais deles viessem. Aconteceu o seguinte.
             Viviam os dois num cafofo que beirava o padrão da miséria, dois aposentos e um reservado onde se banhavam e se aliviavam. Na caixa da descarga ela desenhou, com batom vermelho, um coração flechado e embaixo escrito “fulana e fulano”. A mobília se constituía numa cama de casal, uma cadeira e um móvel largo com gavetas amplas. No outro aposento, a cozinha, a geladeira e um fogão. Não sei se havia armários sobre a pia.
            Um dia uma amiga lhe bate o telefone. Estava vindo do interior, da cidade onde ambas nasceram, para trabalhar. Precisava de um lugar para ficar. Não tinha dinheiro. Uma pousada por alguns dias era tudo o que precisava enquanto se arranjava.
            Foi motivo de alegria receber em casa a amiga do tempo das fraldas. Dormiria numa rede que armariam sobre a cama do casal. Ele não fez objeção a essa hóspede inesperada. Seria bom ter mais alguém em casa. Mudaria a rotina. Todos sabem, rotina é um negócio chato.
            A verdade é que ele nutria más intenções para com a pequena. Era jeitosinha, engraçadinha, charmosinha... Tinha o rosto bonitinho, os cabelos lisos e escorridos. Ter diariamente essa visão não seria uma má ideia, eis o que pensava.
            Chegada a hora de dormir, ia o casal para a cama e a amiga para a rede. Ele, que adorava o perigo extremo, que desde a infância adorava assediar a secretária do lar, fosse ela quem fosse, perdoando apenas as mais velhas enquanto seus pais e irmãos dormiam, entrava, nesse instante, em estado de excitação que beirava o incontrolável. Cada vez era um tormento maior, e já não sabia por quanto tempo seria capaz de se conter.
            Até que, certa noite, atormentado pelo desejo, pelo perigo de ver saciado seu apetite, percebeu que a companheira dormia profundamente, tão profundamente que sibilava em suaves estertores, um ronco macio e pleno, desses que denotam estar a mente ausente e bem longe da realidade. Ergueu lentamente o tronco e sentou-se ao leito, de modo que pudesse espreitar o interior da rede onde dormia a apetitosa hóspede.
            A janela entreaberta se deixava transpassar por raios de luzes suaves e esmaecidos pela debilidade e distância de sua fonte, mas que provocantemente iluminavam o corpo seminu da que lá jazia. Parecia que retirara de cima de si, propositalmente, o lençol que se amarfanhava ao lado de seu corpo, longe da utilidade de encobrir, de proteger do frio, de resguardar o mínimo de pudor, deixando à penumbra leitosa a visão que o excitou ainda mais, a ponto de enlouquecê-lo. Vagarosamente arrastou-se para mais perto do que contemplava e, inescrupulosamente, saiu a palpá-la nas coxas, nas partes pudendas, no baixo ventre...
                Como não houvesse sido rejeitado, durante quase uma semana espreitou o sono da companheira a fim de se entregar à aventura do assédio à outra que parecia que dormia, mas que, notara, apreciava deveras aquela invasão, aquele ímpeto descarado e destemido. Percebera que o corpo da jovem se eriçava e que suas secreções abundavam à investida. Nada daquilo seria possível sem o mínimo estado de alerta.
                Certa noite, contudo, foi veementemente rejeitado e, em meio a sussurros de cínica indignação a fim de não despertar a outra, foi definitivamente repelido. Que nunca mais se atrevesse. Que nunca mais dela se aproximasse, mesmo durante o dia, sob pena de dar ciência à amiga do que ele tentara fazer aquela noite. No dia seguinte procuraria um lugar para ficar ou iria embora, de volta ao interior. 
             Dias depois as duas tiveram uma entrevista em que tudo veio à tona. Foi desde então que ele passou a colecionar chifres. Eis aí a justificativa, uma senhora e mais que justificada justificativa.
                Como não houvesse solução para tantas e tantas galhas, vez ou outra ele também pulava a cerca. Cada vez que ela lhe fazia uma nova desfeita, ele sofria como se fosse a primeira vez. Ela, por sua vez, não tomava as dele como desfeitas. Não dava a mínima. Só queria dele uns trocados de vez em quando. Era quando saíam para uns drinques. Já nem coabitavam. Ela se tornou para ele a puta que loucamente amava.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O QUE (NÃO) QUEREMOS?

Ninguém perguntou se eu queria. E, vamos e venhamos – na vida quase nunca perguntam se a gente quer. Há que se entender a questão da lei.
Sob a égide do sistema legal, nem tudo que se quer se pode fazer, sob pena de punições severas. Eu disse “punições severas” me referindo ao sistema penal de outro país. No nosso brasilzão não há punição severa. Para ninguém. Escolha sua vítima e a corte em pedacinhos. Se tiver curso superior e se comportar muito bem enquanto estiver trancafiado, você não ficará preso mais que três a cinco anos. Isso se pegar a pena máxima. Sim, porque aqui a pena máxima de 30 anos quase nunca é efetivamente cumprida. Dirá alguém que é essa a cabeça do legislador e direi que, não, essa não é a cabeça do legislador – essa é a cabeça do brasileiro.
Estou fugindo do assunto, agora percebo. O assunto é: por que não me perguntam o que eu quero? Bem, se me perguntarem o que quero, direi que sim algumas vezes e direi que não outras vezes. Nada poderia ser mais natural na vida. Vezes dizemos sim, vezes dizemos não. 
Por exemplo. Quando entrei para o funcionalismo público não me perguntaram o que eu pensava sobre minha aposentadoria. Se me perguntassem: o senhor deseja que o Estado retenha mensalmente uma parte de seus proventos para investi-la e devolvê-la daqui a trinta e cinco anos a fim de que sirva como uma renda para a sua aposentadoria? É bem provável que naquele tempo da verdura dos anos e de minha ignorância em educação financeira eu respondesse “sim”. Há cerca de quinze anos, quando adentrei os portais do entendimento básico sobre finanças, se me fizessem a mesma pergunta eu responderia com um sonoro e prolongado “não”. É digno de nota que as respostas diametralmente opostas se expliquem por uma única razão – a educação.
Até os 30 anos, tudo que aprendera sobre isso havia sido pelo que chamo de “inércia conceitual”. Chamam também a isso de “paradigma”. Era o paradigma vigente acreditar que o Estado fosse competente para gerir os recursos de terceiros. Talvez o fosse até então. De lá para cá ficou claro – o Estado é ou tornou-se absolutamente incapaz de exercer tal tarefa com competência e justiça. Estão aí os rombos previdenciários das três esferas que não me permitem mentir.
Essa mudança brutal, cuja origem é multifatorial e tem tudo a ver com corrupção, downsizing das empresas, contração do mercado de trabalho devido a avanços da tecnologia, envelhecimento da população, incompetência de gestores e muitos outros, não foi acompanhada da principal mudança necessária na lei previdenciária – dar ao trabalhador da empresa pública e privada a liberdade de escolher se aceita que o Estado, esse mesmo Estado que já se mostrou descaradamente incapaz de tal tarefa, continue a gerir parte de seus vencimentos mensais para fins de aposentadoria.
Essa alteração na lei causaria enorme impacto na sociedade, a primeira delas a busca em massa por educação financeira e, por efeito colateral, o aprendizado sobre formas diversas de geração de renda familiar e investimentos por parte de pessoas físicas. Isso tiraria a sociedade brasileira da escuridão da pobreza mental e, como consequência, da pobreza material interminável. (Eu ia dizer inexorável.)
Cresci ouvido – este é o país do futuro. Hoje me pergunto: quando será esse futuro? Dirá alguém que o processo histórico é lento, que há muitos problemas a serem enfrentados, que é muita a injustiça e desigualdade social, e um blablablá interminável que já ouço a vida inteira.
Ora, o país está, dizem, sob a égide de um regime democrático onde impera o estado de direito e liberdades individuais. Aos que incham o peito para dizer tal asneira, pergunto: é mesmo? Se for assim, por que não me dão a liberdade de escolher se quero votar ou não em cada pleito eleitoral? Ao invés disso, sou obrigado a votar porque é imperativo para a manutenção do “estado de direito” que todos votem a fim de que se possam comprar votos de eleitores corruptos. Por que não me dão a liberdade de escolher onde aplicar meus recursos que me servirão no futuro na velhice? Ao invés disso, me obrigam a ceder parte de meus vencimentos mensais ao Estado a fim de que seu agente o utilize em suas emendas e desvios de recursos que enriquecem os que cuidam dessa máquina maravilhosa de fazer dinheiro fácil. Por que não me facilitam a vida quando quero abrir um negócio e, quando quero, já me vem o Estado a me escorchar com impostos e dificuldades burocráticas custosas e infindáveis? Ao invés disso, obstam o capitalismo saudável a fim de perpetuar o capitalismo de comadres onde somente os grandes vicejam a fim de que existam os eikes e batistas que funcionam como pontes de enriquecimento ilícito a políticos todas as estirpes de todos os mais de trinta partidos. Por que não deixam que os Estados da federação e seus municípios tenham vida própria, captando e gerindo seus recursos próprios ao invés de os enviarem a Brasília a fim de que lá se decida o que fazer com eles? Ao invés disso, Brasília serve como a grande banca de trocas de favores, políticos ou não, em troca de mais ou menos recursos para a construção de pontes e praças de igrejas matrizes de minúsculas cidades longínquas cujas câmaras municipais com seus cinco ou sete vereadores chantageiam seus prefeitos em troca de parte desses recursos. Assim, temos sido obrigados a coisas que um real e legítimo estado de direito e liberdades individuais não nos deveria obrigar, levantando firmes suspeitas de se este é, de fato, o que diz ser. Sabemos muito bem o que essa centralização nos tem causado, como bem ou mal acabamos de dizer: negociatas, dependência de recursos da União, cooptação, vícios, compra de apoio político para projetos alheios às reais necessidades da sociedade, e por aí vai.
Ninguém perguntou se eu queria, repito. Mas eu não sou eu. Eu sou um povo, uma massa humana, uma sociedade. Se os que fazem as leis são aqueles que o povo escolhe para tal tarefa, por que não as fazem de acordo com o que o povo quer? Há aí algo de muito errado. Das duas, uma: ou o povo está sendo traído ou o povo não sabe o que faz. Há ainda uma terceira possibilidade: o povo é carrasco e vítima de si mesmo. Mas isso eu já disse noutros textos. 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

UM ROTUNDO E ESPESSO CANALHA

          S.C. é meu paciente do ambulatório. Já cá esteve duas vezes acompanhado de sua dedicada irmã. Eles vieram de Belém do Pará. Reconheci pelo sotaque, o plural das palavras com som de “sh”: doish, coisash, e por aí vai.
       Ele tem apenas 31 anos e já não tem rins. Perdeu-os para a doença hipertensiva grave e precoce. Faz diálise a cada “trêsh” dias. Já fez vários procedimentos para confecção de fístula arterio-venosa. Como ele é canhoto, começaram pelo lado esquerdo. Nenhum deu certo. Vários procedimentos no membro superior direito também falharam, o que acabou por exigir a colocação de uma prótese comunicando a artéria à veia.
         Certo dia, inchou-lhe o braço. O exame mostrou um estreitamento de mais de 90% da luz da veia proximal à fístula. A estenose é uma ameça à diálise. Se a estenose virar oclusão, adeus fístula. A solução é introduzir um cateter munido de um balão pela veia e dilatar o estreitamento. Providenciamos a guia de internamento para S.C.. Já se passaram quase dois meses. E por quê? Por que não há material, não tem cateter com balão próprios ao procedimento. Ele está a ponto de perder a fístula porque a Constituição “cidadã” é uma falácia, uma enganação, uma chacota de mau gosto. O gestor não paga o fornecedor, o fornecedor suspende o fornecimento.
           Dias atrás veio o ministro. Disse o que quis e o que não quis. Do alto de sua autoridade ignorante e diabólica, pôs a culpa do caos nos médicos e em todos os profissionais de saúde. A culpa é vossa, disse ele de nós. Os gestores estão exigindo o ponto biométrico dos profissionais de saúde. Certo dia, disse uma sumidade da cúpula administrativa do governo deste miserável e desgraçado Estado que os profissionais de saúde estariam “devendo” não sei quantas mil horas de trabalho ao povo, como se a causa do caos fosse o absenteísmo laboral dos profissionais. Em suma, na pele o profissional de saúde sente a opressão por parte das autoridades incompetentes e criminosas.
           Mais recentemente veio o Alexandre Garcia e expôs, no telejornal matutino, as entranhas do modus operandi do gestor incompetente, criminoso e opressor. De que adianta? De que adiantará? Fará alguma diferença? Não fará. E ainda se fala da opressão da “ditadura militar” que nunca existiu ou, melhor, só existiu para os guerrilheiros criminosos que queriam e planejavam implantar no país o mais falido, criminoso e desumano de todos os regimes já ideados pelo homem.
        O gestor é, antes de tudo, um rotundo e espesso canalha.