quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os "mala"

A mais completa definição de idiota diz o seguinte: idiota é aquela pessoa que concorda com tudo ou discorda de tudo que digo. Pois vejam vocês que, de uns tempos pra cá, apareceram um ou dois leitores(as) que classificam como “RUIM” todos os textos que escrevo no “Um homem descarrado”. Não sei se essas duas pessoas consideram ruim o estilo, o vocabulário, o tema, ou se querem berrar aos quatro ventos quão ruim sou como escritor, tamanha a obsessão de ambos.
            Devo admitir que seja uma presunção de minha parte imaginar que esses dois leitores são sempre os mesmos. É possível que, nos diferentes textos, leitores diferentes os classifiquem como “RUIM”. Entretanto, e não me perguntem por que, tenho um pressentimento de que sejam sempre os mesmos – dois indivíduos que discordam de tudo o que escrevo. Se for o caso, estará aí o exemplo mais límpido, visível e atualíssimo do que seja um idiota. No caso, dois.
            Notem que não me importa que de mim discordem, que tenham opinião diversa da minha sobre qualquer coisa. É salubérrimo que as pessoas pensem diferente. Quem deu o maior exemplo de tolerância para com os discordantes foi o Criador. Quem sou eu para me melindrar com pessoas cujos pensamentos diferem dos meus? Nada sou. Assim, afirmo que meu comentário vem apenas divulgar o que ninguém, além de mim e meus dois ferrenhos críticos, sabe. É minha obrigação.
            Vejam que não os taxo como idiotas – é a definição quem o faz. É possível que nem o sejam. É possível que sejam apenas pessoas um pouco voluntariosas e nada mais. Há dias, para algumas pessoas, em que não se quer ver a luz do sol. O que me intriga nessa dupla fantástica é precisamente o seguinte: se já sabem que o que escrevo não presta, por que razão ainda se dão o trabalho de ler? Sei que aqui vai uma outra pretensão de minha parte – é possível que essas pessoas nem leiam os textos que classificam como ruins. Há a possibilidade de que elas venham mostrar a cara apenas para dizer: -“Teu texto não vale uma Cibazol!” Dirão mais: -“E nem vou perder meu tempo em lê-lo!”
            Caso a última possibilidade fosse aceitável, por que perderiam seu tempo com algo que para elas nada vale? Assim, sou tentado a acreditar noutra possibilidade – a de que me amem doentiamente. Cada um como um Mark David Chapman, nutrem por mim uma obsessão, uma tara, uma atração psicopática. Sou para eles, de repente, um fetiche, um ícone, um foco doentio, um símbolo fálico desmedido e descomunal. Quem dá trela e cabimento àquilo que diz desprezar está incorrendo em evidente incoerência, e provavelmente está prestes a deixar cair a máscara da mentira.