segunda-feira, 9 de abril de 2012

Levantai os olhos e vede!

     Vamos e venhamos – nossa imaginação é tão fértil que nadamos nas ilusões e primamos por querer crer no que queremos crer. 
     Por anos a fio vem se prolongando a tão decantada e propalada incompatibilidade entre a ciência e Deus. (Eu ia dizer religião, mas dado que hoje temos tantas seitas e bandeiras e crenças e mitos e alegorias que nada têm a ver com Ele, é entre aquela e Ele que se pretende impor a completa incoerência.) Foi com o naturalismo darwiniano e a teoria do Big-Bang que se pretendeu assassinar a Criação e, consequentemente, o Criador. Muitos e muitos se perguntavam, numa indagação própria dos debochados, onde estava  Deus antes de tudo criar; e afirmavam peremptoriamente que, se tudo foi criado num fenômeno singular que explica o afastamento das galáxias e a expansão do universo, uma prova cabal do Big-Bang, não podia haver Deus. Outros, se não os mesmos, atestavam que, se o universo vem se expandindo desde há cerca de 13,7 bilhões de anos, um tempo tão longo que até a eternidade parecerá um minutinho diante dele, a evolução seria um fato comprovado e indubitável. Afinal, para ela ocorrer são absolutamente necessários os bilhões de anos. Assim, estava armado todo um complô da ciência contra a existência do Criador, e o dueto ciência-Deus jamais seria uma possibilidade.
     Aos que criam só restava a fé; aos que não criam era a vitória sobre um Deus incômodo, cruel e implacável. Aos que criam não parecia haver esperança com a ciência. Ainda que as profecias bíblicas se cumprissem fidedignamente e ao tempo determinado de cada uma, a suposta incapacidade da ciência em comprovar Seu Criador era um hiato amargo e desolador a perturbar e fazer vacilar a fé. Supunham que, se Deus criou o Universo, Seus sinais deveriam estar na beleza, diversidade e engenhosidade da mesma, comprovadas por equações e fórmulas de  Sua Ciência. Em suma, a Ciência falhava diante da ciência. Ainda que dissesse Voltaire que "a falsa ciência cria os ateus" ao passo que "a verdadeira faz o homem prostrar-se diante da divindade", parecia claudicar a Ciência. 
     Lucubremos.
     Se perguntavam onde estava Deus antes de tudo criar, podemos também fazer várias perguntas pertinentes ao antes do Big-Bang, como: por quanto tempo aquele pontinho quentíssimo e densíssimo estava ali não se sabe onde antes da colossal explosão "criadora"?  Dirão os "cientistas" que tal pergunta está destituída de sentido uma vez que antes da explosão não havia tempo e espaço e que, portanto, não havia "quando" nem "onde". Ao perguntarmos onde estava Deus, Ele reponde: "Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os Meus caminhos; porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." E ainda diz mais: "As coisas encobertas  pertencem ao Senhor, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos para sempre..." Então, também não faz sentido perguntarmos onde estava Deus antes de tudo criar. Talvez um dia aos remidos resolva revelar mistérios que anseiam aprender. Quem viver verá...
     Também é sabido da ciência dois fatos que desmascaram por completo os "bilhões de anos". Primeiro, a percentagem do gás hélio na atmosfera terrestre NÃO corresponde àquela esperada para um planeta de 4/5 bilhões de anos. Ao contrário, a evidência científica aponta para rochas e sedimentos, componentes da crosta terrestre, com idade entre 4.000 e 14.000 anos, no máximo! Segundo, "vários estudos mostram que carbono 14", o isótopo radiativo do carbono que os naturalistas julgam corroborar a existência das longas  eras e cuja meia-vida é de 5.730 +/- 40 anos (uma meia-vida curta se comparada a de outros elementos radiativos usados em datação radiométrica), "tem sido detectado em amostras que não deveriam conter nenhuma quantidade detectável deste elemento devido às idades atribuídas por outros métodos de datação". É sabido que os métodos de datação radiométricos se baseiam em pressupostos que admitem que as condições durante a evolução permaneceram uniformes ao longo das eras.
         A evidência científica aponta para variações dessas condições, como as flutuações do campo magnético terrestre e a existência dos ciclos de atividade solar, que têm sido medidos nos últimos quase duzentos anos. Sabe-se que a única fonte de carbono 14 (C-14) é o reservatório atmosférico. Este reservatório é influenciado pelas emissões solares que, por sua vez, produz mais ou menos C-14 a depender das variações do campo magnético do planeta. Assim, abalam-se sobremaneira as pressuposições uniformitaristas dos naturalistas. Detectou-se estar havendo uma diminuição no campo magnético da Terra e um aumento da proporção C-14/C (carbono não radiativo). De qualquer forma, não é possível saber qual era esta proporção no passado, mas sabe-se agora que não foi constante. Ora,  o carbono está na atmosfera, na biomassa, nos oceanos e nas rochas e sedimentos. Seu componente radiativo  permite medir a idade  de fósseis e rochas e, indiretamente, a idade do planeta. Como o C-14 tem "precisão" para medir idades de até 70.000 anos no máximo, ele não deveria ser encontrado em objetos cuja idade medida por outros métodos tenha sido, por exemplo, de 100 milhões de anos. Pois foi precisamente isto o que aconteceu em vários estudos: objetos de 100 milhões de anos continham C-14, o que é "cientificamente" impossível! Há mais. Amostras de objetos diferentes com idades diferentes, uma de 40 milhões de anos, a outra de 350 milhões de anos, tinham o mesmo PMC (percentual moderno de carbono), o que demonstra a aberração dos "milhões de anos"!     
     Assim, sem aprofundar o assunto, que há sobre ele vasta literatura científica, percebe-se que estamos por demais entregues  a respostas cujo principal objetivo não parece ser a elucidação da verdade científica, mas a exclusão do que os naturalistas chamam de sobrenatural. Ora, é natural o Big-Bang? Não seria ele sobrenatural? Acharam para ele um termo mais "científico": singularidade. A verdade é que, havendo um Criador que criou coisas "naturais", será Ele também "natural" ao Universo que criou e cujas leis obedecem ao que estabeleceu Sua infinita sabedoria e genialidade. Não é plausível uma ciência que nos leve para longe desse Ser porquanto ela represente a revelação de Seu caráter. Essa é a Ciência do Criador, a mesma que a nossa quer ridicularizar e conspurcar.
     A conclusão é a de que não há Ciência sem o seu Autor. Seus  elevados caminhos não escondem a Sua majestade e Seu infinito saber. Tranqüilizem-se, portanto, os que soçobravam na mentira. A única singularidade do Universo é o Altíssimo.


"Levantai os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o Seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e poder, nem uma só vem a faltar." (Is, 40:26)

"Conta o número das estrelas, chamando-as TODAS pelo seu nome." (Sal, 147:4)

"Muito embora a evidência científica mostre exatamente o contrário (a inexistência dos longos períodos de tempo e um não uniformitarismo), sacrifica-se o fato pelo mito, a evidência pela suposição, para que a teoria naturalista sobreviva". (Adauto J. B. Lourenço, "Como Tudo Começou", 1ª edição, 2007, Editora Fiel)