sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os picas-grossas e o bicho das meninas

Os números são intrigantes. Aliás, os números não mentem. Estive vendo as estatísticas de meus leitores e descobri o que para muitos parecerá uma piada incontável em salões de virtuosas senhoras e senhores fariseus.
            O texto mais lido desde que o blog foi criado ao final de janeiro do corrente foi “Amigos picas-grossas”, de 02.04.2011. Conclusão? O povo gosta de pica. Calma, calma. Quando digo que o povo gosta de pica quero dizer que gosta de assuntos relacionados ao tema, que os leitores gostam de sacanagem de uma maneira geral. Se for assim, meus leitores que leram o texto se decepcionaram. Pica-grossa é um termo usado para designar alguém importante. Assim, “Amigos picas-grossas” é um texto que fala de alguns amigos que são importantes. Não há sacanagem no texto.
            O segundo texto mais lido foi “Dá logo esse bicho, menina!”, de 17.03.2011, seguido de “Uma saudade sem fim”, de 01.03.2011, e “Paz e liberdade – ingredientes da felicidade”, de 04.03.2011. Parece que o povo gosta muito do “bicho” da menina, mas lembro que o primeiro mais lido tem uma vantagem de mais de 20% sobre o segundo. Insisto: o povo gosta mesmo é de pica. Não sou eu quem diz, são os números. Alguém aí contesta? Se contestar, há de apresentar uma justificativa que explique de outra forma.
            O segundo texto mais lido é o arremate final da análise de um fluxograma que correu na rede mundial de computadores. Nele explica-se o que uma mulher que quer dar tem de fazer para dar. Dar? É isso mesmo. Dar. Explica-se então o porquê de tanta gente se interessar no tema.
            Contudo, o “bicho” da menina ficou praticamente empatado com outros dois textos que falam de saudade, paz, liberdade, felicidade. Conclui-se que o que mais se deseja na vida depois de pica-grossa é – estou sendo nada científico – o “bicho” da menina associado a paz, liberdade e felicidade. A saudade é um tema sempre poético e daí a atração que exerce na mente e no coração das pessoas. No “Uma saudade sem fim” discorro sobre o encontro inesperado, prazeroso e saudoso que tive com a rua em que morei por muitos anos em minha infância. Para a frustração de muitos ele não versa sobre a saudade do “bicho” de menina nenhuma. Fiquem sossegados.
            Os temas políticos e afins são menos apreciados, creio que tendo em vista o descrédito e o estilo populista de nossos homens públicos. Eu mesmo acabo de cancelar assinaturas de revistas de grande circulação para não me aborrecer com o que leio. Nada há de novo no reino da Dinamarca. Nunca há.
            Os temas relacionados ao Instituto Dr. José Frota são apreciados pelos desgraçados que labutam naquela casa de saúde, talvez porque os una na sorte comum do presenciar o descaso e a incompetência na gestão da coisa pública. O uso do adjetivo “desgraçado” é apenas um estilo de humor negro. Creio no heroísmo de todos nós que ali cumprimos a missão de salvar jovens vidas. Salvá-las, de fato, resulta na salvação de projetos e sonhos, posto que as jovens vidas deles estão repletas.  
            E assim eu poderia me demorar a analisar a resposta de meus leitores a temas e temas. Quis apenas fazer uma breve reflexão, e um teste. Com o título deste artigo provarei o que já ficou claro acima – a predileção da maioria pelo tema picante, já anunciado ao cabeçalho. Daqui a uns poucos meses porei todos a par do resultado. Aguardem.