sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Show de humor cearense com artistas de peso

          Se alguém tiver a intenção de desdizer o que tenho dito sobre a comicidade que trazem diariamente os jornais, vai encontrar uma dificuldade enorme. Basta apenas que continue a seguir de perto, nas páginas de nossos diários, o desenrolar da "crise" entre nosso governador e o senador José Pimentel. Melhor dizendo, está aí o primeiro motivo para uma sonora e sacolejante gargalhada – a crise é, de fato, entre seus partidos; eles são apenas os atuais protagonistas. Um insulta daqui, outro insulta dali, e assim, de insulto em insulto, a coisa vai aonde uns querem e outros não querem.
          Se é ou não verdade que o governo estadual tem sido incompetente para tocar os projetos para os quais recursos do governo federal já estão disponíveis ninguém jamais saberá. Por quê? Ora, o senador, chamado de mentiroso pelo governador, reiterou, em nota à impressa, tudo o que disse. Quem fala assim não é gago. Já a defesa do governo tem vindo até da oposição. Deputados oposicionistas têm afirmado que o governador é trabalhador e que não acreditam que tenha cometido bizonhoces dessa natureza. Um outro quer convocar o senador à Assembléia para prestar esclarecimentos sobre sua declaração. Será que o ilustríssimo senador da república vai se retratar aos deputados? Seria muito engraçado, e a imprensa, através dos jornais e outros noticiosos, estamparia o feito em suas manchetes. 
          O que é também engraçado, e que nenhum político faz questão de esconder, é que tudo tem a ver com as eleições de outubro próximo e principalmente para a prefeitura de Fortaleza. O José Pimentel foi catapultado a candidato à sucessão da prefeita Luizianne Lins por ela própria e, se eleito, ainda deixará, de quebra, a vaga no Senado para seu suplente Sérgio Novais, inimigo figadal dos Ferreira Gomes. O PT daria, assim, duas cacetadas no PSB do governador e nele próprio. 
          Assim, parece rumar para o fim a aliança entre os partidos PT e PSB no Ceará. Um político até chegou a dizer que nessa relação nunca houve "amor", mas apenas interesses. Ora, não me faça me urinar de tanto rir! E por acaso no Brasil algum político tem amor por suas alianças ou por algo diferente de seus interesses? Parece-me óbvio que não. Querem me matar de rir.
          Pior ainda foi a deputada Patrícia Gomes, ex-cunhada do governador (o cunhadio é indissolúvel?) que me saiu com a seguinte pérola: o político deve ter como principal e norteador interesse o bem estar e os interesses do povo. (Alguém aí está querendo rir?) Assim fica difícil... não consigo escrever uma linha a mais...Estou quase sem fôlego de tanto rir!